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Terça, 26 de Setembro de 2017

Julie Goell concede entrevista aberta para Mauro Zanata em Papo de Palhaço

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Escrito por Marcelo Meniquelli Ter, 24 de Novembro de 2009 10:02

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foto: Marcelo Meniquelli

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Marcelo Meniquelli
de Florianópolis - SC

Julie Goell, atriz norte-americana que se apresentou no Anjos do Picadeiro 8 com seu espetáculo Carmem, a Mópera, concede entrevista aberta a Mauro Zanata em Papo de Palhaço

Quem esteve no auditório do Sesc Prainha na tarde de hoje,  27 de novembro, viu a entrevista aberta que Julie Goell concedeu a Mauro Zanata, com tradução de Claudia Sachs. Esta entrevista foi postada "ao vivo" no Twitter pela nossa equipe. Faço aqui um compacto revisado desta "transmissão on-line", mantendo a mesma ordem das postagens no mini-blog.


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foto: Marcelo Meniquelli

> Julie agradeceu o convite e a presença de todos. Aplausosss…

> Mauro está nesse momento encerando a mesa e fazendo os agradecimentos.

Eu não saberia dizer qual seria um traço global desses palhaços.

Julie. Eles não têm o ritmo interno como vi nos palhaços brasileiros. Mas vi muito mais palhaços em outros lugares que nos EUA.

Queria saber também quais os pontos que caracterizam os palhaços norte-americanos.

Platéia. Fale sobre o esforço de apresentar o espetáculo para uma platéia diferente, que foi confortante para nós devido à sua generosidade.

Quando se faz muito lento não se cria uma narrativa.

...de forma em que a platéia possa ler os seus pensamentos, independentes de quão bizarros possam ser, a platéia tem que acompanhar.

Julie. Em relação à apresentação aqui, achei que algumas piadas foram muito lentas, e para comédia funcionar tem que ir numa constância...

Julie. Ao longo dos 20 anos que se passaram, ao invés de clown passamos a usar o termo performer excêntrico.

Quanto ao espetáculo, achei que as pessoas não tivessem algumas referencias que estão nele, mas resolvi mantê-las e tive uma grande surpresa.

...pois são grandes atores.

Julie. Adoro os palhaços brasileiros pois acho que eles tem uma grande fantasia. Adoraria ensinar Commedia dell´Arte aqui no Brasil...

Platéia. Você gosta do estilo dos palhaços brasileiros? Teve que adaptar alguma coisa para o público daqui, além da língua?

Julie. Acho que se tivéssemos a mesma maneira de pensar, nos mataríamos.

> Está falando sobre o clown de Avner, que define como um bufão.

Fala da sequência do cigarro de Avner, que foi uma das coisas mais brilhantes que já viu na vida.

Julie. Cada um mostra suas habilidades e esperamos que sejam úteis, cada um na sua especificidade.

Como é juntar as diferenças numa mesma oficina que dão juntos?

Platéia. Qual a diferença no trato com o público em relação ao Avner? Há um ponto em comum no trato dos objetos dos dois trabalhos?

Agora admiro o Gordo e o Magro, mas quando era criança achava eles violentos. Acho que são como qualquer casal na sua “desfuncionalidade”.

Fui mais influenciada por Chaplin, sua doçura. Acho que ele é uma vitima da vida e que nunca nos deixa pensar que ele está triste.

Os palhaços do circo novo são mais humanos. > ele havia perguntado também sobre a relação do circo com o seu trabalho.

Julie. É uma pergunta interessante, pois os palhaços de circo costumavam me aterrorizar quando criança.

Platéia. Há alguma presença do Gordo e o Magro no seu trabalho?

Mas foi divertido e gostei muito de atuar para a platéia aqui em Florianópolis.

Julia. Foi um desafio em relação à lingua. Já havia feito no Rio, mas já faz algum tempo e tive que reaprender.

Mauro. Como foi a trajetória de trazer Carmem para Floripa?

> Julie e Avner trocam anotações sobre seus espetáculos.

Julie. Este exemplo é uma ferramenta para contação de história e ajuda a organizar como vai acontecendo essa história.

> Julie está fazendo uma interação com a platéia sobre uma técnica de observação e demonstração corporal.

Eu faço uma coisa do que chamo de flash theater. Faço 4 coisas ao mesmo tempo. > Agora demonstra uma cena no metro de Nova York.

Mas no começo desse diálogo eu pensei: eu não sei falar do que eu faço, eu simplesmente faço. Ele me ajuda a analisar o que faço em cena.

Ele tem sido uma grande influência que ajuda a dar forma ao meu trabalho.

Julie. Ele é uma benção, mas nossos trabalhos são diferentes. Ele pensa com o lado esquerdo do cérebro e eu como direito.

Mauro. Qual a influência de Avner (seu marido) em seu trabalho?

Sou louca!

Mauro. Como você consegue acreditar? Julie. Não sei como, mas você tem que tomar esta permissão, sou uma terrível otimista.

Quando não se acredita você mata sua própria espontaneidade. Para fazer a Carmem foi preciso acreditar que era a personagem.

Julie. Para fazer isso tem que atirar nos seus juízes e matá-los, ou pelo menos escondê-los. Quando se julga, não se faz este trabalho.

Mauro. Vi no seu espetáculo a energia da criança. Como funciona esse jogo em seu trabalho?

> Mauro está contando um "causo" da sua pesquisa que fez na internet para entrevistar a atriz.

> Ela está em pé, explicando com o corpo cada personagem da Commedia em seu espetáculo.

O uso dos objetos é inspirado na Commedia dell`Arte. A maneira de entrar nas personagens de forma física, vem da Commedia.

Julie. A primeira noção que vem da Commedia é que um objeto não é só um objeto. A imaginação é o limite.

Mauro. A gente percebe influências da Commedia nos seus espetáculos. Qual a relação da Commedia com ele?

...na Itália. Os gestos da Commedia estão na cultura do país. Estudei com pessoas importantes da Commedia na Itália.

Julie. É muito precioso para uma atriz de rua. Ainda mais em Roma, pois tinha toda a historia da Commedia dell´Arte naquele país. Ainda se sente essa cultura...

Mauro. Sobre a Commedia dell´Arte. Julie. É meu assunto favorito.

Um dia, ao invés de colocar a cara branca de mímica coloquei um nariz vermelho e nunca mais parei de falar.

Depois de todo tempo trabalhando na rua procurei diversas maneiras de se comunicar sem palavras com as pessoas.

Julia. Descobri na rua que era impossível fazer pantomima de ilusão. E tive que encontrar uma outra maneira de usar a mímica sem uma sequência lógica.

Mauro. O caminho da mímica você “quebrou” na rua?

O sistema me ajudou não só como comunicadora, mas a analisar o seu movimento.

Julie. Um movimento pequeno que se fazia durante duas horas até ficar fluido. Combinações de rotação e inclinação.

> Ela está demonstrando com o corpo o que é o tour de transe. > risos na plateia.

Julie. Estudei em Boston e tive um professor alemão, fui uma das únicas que gostava do gostavam dele. Ele fazia conosco um tour de transe.

Mauro. De onde veio a mímica?

Com o dinheiro que juntei comprei um chapéu e voltei para Roma. > risos da plateia.

Julie. Fui para Paris e trabalhei na rua para juntar dinheiro para estudar na escola. Fui convencida a voltar a Roma.

Mauro. Ela tentou a Escola de Lecoc e depois voltou para Itália. Como foi?

Trabalhei 3 anos na rua e depois mais 9 anos trabalhando a partir dessa experiência. Tive um feedback que me ajudou no trabalho.

Fiz a transformação do meu trabalho de mímica para o de clown. Fazia anotações em meu diário, construindo meu primeiro show.

...cia de teatro e depois disso voltei para Roma. Fiquei perdida após a universidade. Um dia me pintei de clown e fui para um praça em Roma.

Julie. Mudei para Roma com minha mãe com 14 anos. Estudei lá e também fiz universidade de teatro nos EUA. Depois fui para Europa com uma...

Mauro. A idéia é falar sobre a construção do trabalho de Julie Goell, de sua formação também fora da escola.

Julie. É um prazer estar aqui, para mim é um frisson estar no Brasil.

Mauro Zanata, o entrevistador, está sendo apresentado pela tradutora Claudia Sachs.

Deu inicio à mesa... > Julie Goell, se apresentou no Anjos do Picadeiro com seu espetáculo Carmem, a Mópera.

O entrevistador será Mauro Zanata do Paraná.

Agora entrevista com Julie Goell (EUA) no Papo de Palhaço, aqui no SESC Prainha, em Floripa. A platéia já está lotando

Olá, twitteiros de plantão apaixonados pelo circo! Agora vamos cobrir mais um evento no Anjos do Picadeiro, aqui no Twitter!

 

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foto: Marcelo Meniquelli

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Comentários   

 
0 #1 CirconteúdoGuest 08-08-2017 04:57
Nem entendo de que forma vim parar neste local, mas oloko,
que fantástica satisfação, encontrei algumas
respostas interessantes, legal! :P
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